quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Areia e metal



Aquela paisagem era tão simples, com tudo que já havia presenciado antes. Cada grão de areia se erguia em torno do seu castelo, que o mantinha aprisionado. Quando sentiu seus pés à areia aonde se afundava, sentia rasgar sua pele dura, como se fosse papel de crysantillus, fino demais para se escrever e pesado demais para se carregar.

Conseguiu cavar por dentre aquelas fendas de rochas e saiu do seu castelo por instantes, ninguém o percebeu sair, nem mesmo os guardas atentos ao assoviar do vento que se confundia aos lobos-do-mar. Saiu ileso, em partes. A areia da praia do rochedo continha um metal Vasquus, muito pesado.

Cada passo para fora de seu castelo o fazia perceber a masmorra que deixava pra trás. Outro passo para o mar e ia batendo a areia que estava em sua pouca veste. A areia de tão pesada, ia criando rombos no chão. Quanto mais leve estava , mais perto do mar de vento também estava. A cada passo mais areia caia, tornando mais fácil ainda caminhar.

Quando olhou um segundo ao redor, percebeu que o que caia de si era o mesmo que continha o chão que pisava, mesmo que caindo de seus olhos, aquilo se misturava ao redor e era apenas areia. Não tinha mais nada do que quisesse mais que a água de vento agora, deixou a areia e seus pés agora sentiam o calor do mar o rodear.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Red Sun




Quando seus lábios têm movimentos, de tão vivos.
Teu rosto sorri em forma de nuvem, teu contorno se finda em um horizonte.
Parece tão perto mas fica distante, dentro dos teus olhos expressivos, as linhas curvas do teu pensamento, fazem reflexão aos meus sentidos.
Dai eles se movem de novo, fico sem mesmo pensar ou sentir.
E eu tão inanimado, apenas singelo, sinto o ruir de trovões no ar, ouço os montes se partindo do alto.
De tão estático, parece que flutua o chão pra cima do céu.

Ai seu lábio se move, teu rosto contorna, e teu corpo diz: sorriso.
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