sábado, 26 de fevereiro de 2011

Massante

Nunca estive tão confuso em cada pensamento preso em vontade,
em cada vontade pensante do meu andar.

Até mesmo meu olhar se embaça ao olhar pela própria janela da alma.
Alma esta que esqueceu sua definição de ser, perdendo o agir.
O limite se tornou tão perto que não chega a ter linha alguma como separação.
Dois pontos juntos seriam distantes demais para este limite.

Tão afoito que nem percebo um olhar,
Quando percebo, o olhar passa a me duvidar,
A clamar meu nome de dentro pra fora, ou seria o inverso.

De fora para dentro afinal o que está dentro em tanta
homogêneidade se torna unicolor, apenas alguns riscos de traços
pessoais perdidos na massa que não para de girar e misturar.

A cabeça massante que gira em torno do pescoço, nem tem direção para
se eixar.

Um pingo de chuva pode ser um lago profundo neste momento,
a intensidade se perdeu em medidas.

Até mesmo a língua se enrolou diante de tanta confusão,
as próprias palavras que antes tão suaves e gentis,
nem sabem como escrever " delicadeza".
..