segunda-feira, 12 de julho de 2010

flor de papel


Aquela gente toda, e toda aquela futilidade, já o enchia e sufocava seus olhos,
tudo o que estava à sua frente era turvo, e sem cor. Os sorrisos tão queridos,
lhe faziam também forçar um sorriso. Enquanto sorria se sentia menos infeliz, mas nem
mesmo o som agradável, lhe parecia tão bom, foi em um canto, precisava de algo para beber,
nem mesmo queria beber, mas tinha que sentir algo ali dentro, talvez sentir aquele gosto,
lhe faria melhor.


Enquanto esperava observou uma rosa, parecia macia, e a rosa se mostrou com mais ramos, sabia que a rosa desejava suas mãos, e tua voz, ele apenas parou de olhar, e seguiu seu caminho.

Pegou alguns guardanapos de papel e guardou no bolso da frente, ja até sabia  o que ia fazer,
mas o que seu coração desejava no fundo, não era fazer.

Por um momento, precisou se recuperar daquilo tudo, se afastou de todas as mascaras que ali estavam.
Em suas mãos aquele pedaço de papel, que ainda não tinha visto gosto ou palavra alguma, se conservava tão puro, tomava forma.

Talvez parecesse perfeito, e seu coração talvez desejasse estar ali borrado, mas ainda não estava, pois
o jovem nem mesmo sabia onde ele estava , quanto mais o seu coração.

Observando, aquela flor intocada em sua mão, não achou necessário, que ela se perdesse. Guardou-a no bolso.

A espera foi longa, e a procura de quem pudesse receber, foi falha, talvez ninguem fosse merecedor.
Já tinha desistido, mas achou que aquela voz que pelo menos o fazia sentir pouca coisa, mas fazia, deveria tocar a flor. Não, a sua cor se fez em meio ao ambiente escuro , parecia tão feliz, que deveria ser grata.

Refazendo as pétalas que ja estavam deformadas, andou, pensou tanto, imaginou tanto. Seus lábios se descerram, e apenas questionou, e simplesmente o pedido foi negado, a aceitação foi forma de caridade por olhos alheios que brilhavam com o gesto, as mulheres são engraçadas as vezes.

Nesse mesmo instante aquela flor se desfez, e se tornou apenas um pedaço de papel.

Então o jovem percebeu, faltavam espinhos na flor que havia entregue.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ahh o som do Violino



este som ainda continua sendo o mais encantador, só o que supera, seria o teu timbre!
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