quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dia Primaveril




Era um dia comum de primavera,
um frescor agradável até mesmo ao chegar ao campus.
Pensava em te esperar de um jeito leve, sem pesar nem atar.

Olhei o campo gramado e desta vez o quis atravessar de forma mansa e rastejante, sentir a grama por entre os pés, em meio à sandália. O frescor era algo bem aconchegante.

Aquelas árvores. Aqueles bancos de cimento envoltos aquela mesa branca e envelhecida me atraiam de forma como mariposa e luz. Resolvi ceder ao tempo e ao clima. Por quantas vezes havia passado por aquele caminho, quantas vezes sentei naqueles bancos, mas nunca como hoje. Não neste dia primaveril.

Me aconcheguei no canto, até a posição da luz incidindo sobre as folhas sedentas, era algo bom, o sol queimava de leve a pele ainda molhada.

Peguei um livro bem velho da mochila, algo que prolongo para ler e nunca finda, mas é algo bom para se ler e ter boas sensações. Para quem gosta de escrever sou um que tem muita dificuldades em terminar qualquer leitura que dure mais de uma hora consecutiva. Mesmo assim o peguei, vi dentro aquele marcador de páginas personalizado que ganhei para me incentivar a ler. Detalhe: fico fazendo análises das figuras do marcador e associando para quem me deu em um momento de despedida.

Desviei o olhar do que lia e vi o que se passava ao redor. Aquelas folhas de palmeira exóticas lá na frente pareciam sintonizar com a música lenta e de melodia profunda. Aos poucos a música alta atraia mais pessoas, cada um com um pensar sobre o que seria aquilo no gramado. Poucas pessoas, muitas sensações. Gosto assim, é uma forma de apreciar o mundo que tenho. Particularidade de estar sozinho as vezes, realmente ser uma boa companhia para si, difícil, mas proveitoso.

O casal de cabelo enrolado, se enrolava no lençol xadrez jogado ao chão, mostravam risos felizes. As moças que chegavam entusiasmadas e pedalando, mostravam risos felizes, tanto que quase nem paravam as bicicletas ao descer, saltavam para o encontro. Os que pilotavam suas tábuas de rodas rolantes, paravam para observar o que se cantava ao palco. Assim como a criança bailava ao som da música poética sem saber bem o que se cantava, se deixava embalar, assim como as palmeiras exóticas balançavam ainda mais.

Sei que aos poucos o gramado ia tendo tantas sensações possíveis. Eu mostrei risos felizes quando avisto uma mensagem dizendo que estava por chegar.

6 comentários:

  1. Gostei muito das suas palavras! Fico muito feliz quando entro aqui e vejo que escreveu algo novo!! =)

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    1. Oi Pupíla, eu que fico feliz de que alguém como você prestigie o que escrevo, é uma honra sempre. Obrigado Larissa.

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  2. Belas palavras meu caro! leio e vejo o que estou lendo como se também estivesse lá. É muito raro talento como o seu. Grande abraço.

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  3. Muito bom Bruno... não conhecia esse seu lado escritor. Parabéns.

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  4. http://www.caixapretta.com.br/wp-content/uploads/content_Tecno_Pais.jpg

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