sábado, 19 de outubro de 2013

Chuva de verão



Sinto estes dias contraditórios de mais do que era bom demais.
Sinto tanto calor em meio ao frio. Frio de vento, que só bate, gela e descansa sobre a pele molhada.
Calor que abafa o pensamento dentro do peito.

Um motivo não se perde apenas como uma gota de chuva. Mesmo quando tanto acontece em apenas uma gota de chuva. O riso não pode ser lavado tão facilmente quanto a chuva que escorre no rosto.

Mas esta chuva de verão desaba sem dizer, sem avisar. Caí e não permite dó aos desabrigados, aos cachorros da rua. Procurar abrigo e colo de mãe pode resolver às vezes.

Já gostei muito de chuva, já aproveitei muito a neblina. Já me molhei muito na rua, sem guarda-chuva e com o rosto inclinado, assim os pingos se espalhavam melhor pela pele.

Mas de tudo que deixei escorrer na chuva, o bom insiste em não resistir. Acho que só chove por um tempo e quando a chuva cai, nada mais continuará da mesma forma, tão feliz.

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