quarta-feira, 17 de julho de 2013

A jornada bailante de um astronauta




Doces palavras te fizeram em mim, de tão palavreante que eram as sensações de início de inverno.
De música doce e meiga veio a ternura cantante, com melodia tão baixa e destonante.

De olhar profundo se fazia escondido, em meio aos olhos perdidos.
A linha tênue de um sorriso era formado em cada segundo, tremulando sobre a neve que caía.
De gotas de orvalho frio a terra se alimentava, tocava ao chão tão quente, de tão distante que se estava.
Em cada gota, mais perto, mais certo e a terra se enchia.
De luz no céu a noite era fria, tão claro e tão vazia.
Ao longo o que era vista, era o mais perto que se queria estar.

Seguro em nosso meio, o tempo a nós pertencia.
Cada segundo passado era um ganho no que se inicia.
De sorriso em sorriso era cantada a inédita canção.
As linha acentuada e delicada marcava os passos ao chão.
O pulso de cada impulso ao mover das mãos.
Em côrte ser fez corte no destino desatento.
Ao vento que assoviava nos afinados ouvidos.
Os passos leves caminhavam sem canção.
Embalados ao lento, como apoio à mão.

Da dança perfeita foi andando.
Do sexto sentido se abstendo.
Correu como nunca um astronauta.
Entrou em sua nave para olhar de cima a terra tão pequena.
Lá do alto ele olha, sua bailarina dançando.




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