segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Foreign

Penso sobre a possibilidade de coisas boas que nos acontecem, sobre como tudo que é inesperado pode se tornar tão bom ao ponto de criar algo maior que o compreendimento humano. Assim se começa uma amizade.

Fatos:
Quando PV disse que viria para minha casa, perguntou sobre trazer seu primo Ronaldo. Me fazendo como qualquer pessoa, pensei na velha estória de " cuidado com os estranhos" mas já cedendo à uma excessão permiti desta vez tomar uma atitude mais confiante em alguém que sequer eu havia conversado pessoalmente. Apenas perguntei ao viajante se o seu primo era "tranquilo" , no sentido de se ter a pessoa em casa e se poder confiar. Claro nem foi dado nenhum motivo aparente para isto, mas quando acontecem as coisas provavelmente nunca se dão motivos. Respondendo a pergunta, afirmou, e que o cara era gente boa, mas assim vieram então.

Fato:


Explicando somente por palavras poucas no mensageiro instântaneo (msn), tentei explicar sobre como se fazer um trajeto inédito por somente 450km de distância. Utilizamos o site do Google Maps. Eu ainda não havia usado mas não foi nenhum mistério fazer uma ligação num mapa, "Partindo de", "chegando à". Conseguimos alguns printscreens da pagina aberta, e foi enviado à impressão!!

Espera:
Já era passado de meio-dia de sexta-feira, e ainda não tinha nenhuma notícia dos viajantes, apenas tinha recebido uma mensagem pelo celular, dizendo que chegariam um pouco mais tarde, pois havia acontecido algum problema. Simplesmente esperei e fiquei no meu pc de costume.
Espera..

Liguei para o restaurante, um número que eu tenho para algum dia de desespero ou falta de vontade de utilizar minha culinária nem um pouco aprimorada.(rs) Pedi comida para três pessoas, para não dizer três marmitas. Continuei esperando. Passado algumas horas, eu imaginei que o entregador já deveria estar por perto e fui até o portão, pois havia visto um carro semelhante ao que ja tinha entregue marmita aqui em casa. Corri com as chaves do portão em mãos mas não havia ninguém lá. Então vi uma amiga, minha vizinha sentada em frente sua casa, meio como quem estivesse abandonada. A cumprimentei, e me disse que realmente estava abandonada, do lado de fora de casa, sua família havia saído e a deixado sem as chaves na rua. A chamei pra entrar em casa e esperar até que alguém chegasse, apontaram no início da rua e ela agradeceu o convite mas não entrou. Bom nisso, me aparece um menino pequeno e franzino, com uma regata bem mais larga que seu dorso, montado numa bicicleta bem usada com uma sacola pendurada no guidom e sendo segurada por entre sua mão, que dividia o mesmo guidom e a alça da sacola que o envolvia. É minha marmita havia chegado.

Voltei ao meu pc, conversando no messenger com amigos, nem vi que a hora passava tão depressa quanto minha preocupação aumentava, mas esperei.
Já eram quase duas horas da tarde, e ainda não se tinha noticias dos dois, e a necessidade de comer já estava quase não aguentando mais de tanto que exigia seu fim, fui almoçar.

Chegada.
Exatamente as duas horas terminei de almoçar. Imaginei que a viajem já estaria no fim, resolvi ligar para o número registrado pela mensagem recebida em meu celular. Então liguei. Antes de completar a ligação o tom emitido pelo telefone indicava que haviam interrompido a chamada. Então meu telefone toca, o som de mudo é interrompido pelo sotaque manso e manhoso. Ronaldo me perguntava onde era minha casa, logicamente para o meu espanto, eu pedi que eles fossem à avenida que eu estaria esperando na esquina para acharem minha rua. Eles estavam na rua de trás a minha.

Finalizante..
Assim, chegaram, se apresentaram, se alojaram, e por último depois de muitas horas de viajem, almoçaram!

Um comentário:

  1. Bom, falou você contar da dificuldade pra chegar ao local da festa!
    kkkkkkkk

    Cenas do próximo capítulo.
    AmigooO meuUu, adoro você!

    ~Kisses~

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