domingo, 11 de janeiro de 2009

Divido

Hoje quando estava vindo embora, do meu cotidiano, me deparei com uma cena nem tão rara assim , mas que acho uma das coisas bem incríveis que existem.

Eu vindo no ônibus, sentado e escorado à janela como de costume, tentando me desligar da sensação de calor, bem ruim de se suportar. Com meu uniforme quente, os primeiros botões próximos ao pescoço desabotoados e prestes a pular da camisa também. Pude observar o sol se escondendo por meio dos prédios e das ruas que se continham em seus carros congestionados pelo trânsito, nem tão caótico, mas que gerava um certo desconforto. Se bem que tudo tem seu lado bom, como o ônibus "decaminhava" vagarosamente pela sua via tentando cortar os minúsculos carros parados no meio disso tudo. Tento achar um ponto de fuga, e apreciar o mar por entre os passageiros que se espremem em pé em frente a porta. Pelo menos consigo sentir a brisa que dele vem.

Eu me deparei com uma bela lua cheia que ia tomando o céu como se fosse seu palco, e ela como um malabarista se tornava tão esplendida à ponto de me prender a atenção por vários minutos. Tenra, formosa e alva.

Parei e analisei, enquanto do meu lado esquerdo, o sol ainda queimava o rosto e ia se desfazendo em tons pastéis e alaranjados por entre as nuvens. E pensar que mesmo tão formosa a imagem da lua se fazia ao sol que desaparecia. Foi apenas uma fuga da rotina!

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