domingo, 25 de janeiro de 2009

Apenas mais isto

Apenas mais isto

Simples e razoável

Todos os motivos acerca de tudo

Não geram mais aprofundamento em

Suas massas maleáveis e inesperadas

Como a água corrente

Sem cor ou forma

Simplesmente existe

Toca em tudo que toca

As pessoas olham o vento

Com melancolia e tristeza

Ele passa vagarosamente

Entre os olhos que também

Rápidos como as folhas de outono

Que se soltam de seus galhos

Para voarem pelo tempo e encontram seu fim

e destino

Fecham-se

A felicidade chega ao seu extremo

Não é mais um sentimento

Mas sim um prazer

Imediato, que logo voltará, mas sem pressa.

O céu não parece tão claro como a clareza da

alma azul

Tinha antes tingido-se de cousas fúteis.

O sol parece estar sempre mais quente

Assolando a coragem dos fracos.

Mas não há motivo para não ver

Se fecha um olho

O mundo move rapidamente para um de seus lados,

Se fecha um olho

Tudo se fecha, não há mundo para se ver

A escuridão cai sobre nós como uma venda de tecido

Lentamente o sol nasce

Passam-se os raios de luz

São flechas do sol tentando

Invadir o reino obscuro da escuridão

Que tenta se esconder em algum lugar

Mas tudo que vemos é apenas uma distorção

Para onde vai a escuridão quando acendemos

a luz?

Eu não sei

Tendo em vista que hoje eu não posso escrever

Pois é razoável

Todos os motivos acerca de tudo

Não geram mais aprofundamento

(Bruno Hermsdorff)

Texto criado em julho de 2004, data hoje confirmado pela contribuição de ! ex professora e hoje amiga com quem divido o desejo de expressão dos sentimentos pela escrita. Cheguei em casa por volta das 2h30 da madrugada, tomei um banho, que foi bem relaxante, e vim para o pc, ouvi uma música que estava na minha mente desde antes de eu chegar em casa, e me veio este texto a mente, resolvi postar então... acho bem reflexivo, frisando a futilidade dos sentimentos, ou a falta do mesmo. trazendo parte de algo que já foi parte em mim.

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