segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Noites de guarda-chuvas

Quase completando um ano, dos dias que eu me senti tão feliz...que conheci pessoas incríveis, aprendi muito, e soube que akeles poucos dias, eram como se fossem eternos pra mim, e pros amigos que ali estavam... o melhor de tudo, acho que , ali nos sentiamos livres de casa, estudo, trabalho, tudo tinha ficado pra trás em alguns kilometros de casa!! ali era nossa casa, na sala de aula, colchões empilhados, espelhos roubados, calcinhas (da Pam) penduradas nas cadeiras!! rsrs... pow a gente nem tinha nada pra fazer lá, so andar, ter um bom tempo de prosa, sem tv, sem internet.. tempos bons aqueles né... refrigerantes de 3L, garrafas vazias de montilla pelo corredor! ... noites com guarda-chuva, pizzas baratas e boas, fotos na praça... ar gélido!! ahh sim, as noites com guarda-chuva, eram dias chuvosos aqueles, e com ar fresco também, até mesmo o clima era convidativo à ficar bom!!! Fica guardado em todos nós a saudade, a lembrança , os dias bons!! Acima: Josy, Eu, Evellyne, Myca, Iara (menina do guarda-chuva), Matheus. Abaixo: Pam (maninha), Grazy, Lu (maezona), Dnei (kra legal), e Luciana(ela ainda merece um post) Obrigado à todos, não vejo a hora de ter vocês aqui!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sem titulo

Foste andando sobre a sombra da meia-lua, no meio daquela paisagem em se questionar, se descobriu o que ainda se imaginava, afastando de si a culpa da vaidade, ou apenas o questionamento da verdade, se pensou, se pesou e comparou um valor poderia se quebrar por cousa tal? uma corrente partiria seu elo por muito menos, mas a verdade que isso fez estremecer um de seus lados o metal forjado em sua composição se fez como fio de naylon, e apertava a garganta, com toda a força quanto mais se falava mais se torqueava... ranger dos dentes e sorrisos brancos, apenas não se tinha mais pesar sobre os passos, aquela água que saboreava teu lábio, lambeava em torno de mim, o sentido não se fazia presente, nem ausente.. talvez devia observar risonho, sentido que emudeceu o canto, se fez duvida em tanto, e reverteu a ponta da lança ou seria da flecha que acertou o alvo cego? mas acertou, se fez de mira e força. o sentimento depois se desfez, como pulando de um penhasco, se volta em uma face opaca e sem pranto, apenas se contem e retrai, se queima a ultima vela. se vira ao avesso e se observa, as folhas continuam caindo, o vento soprando, mas a pele não tem nem almenos calor, se mantém frio, sempre frio. E a lua permaneceu como sempre foi.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Revolver

Bom, tendo um tempo que não posto, na verdade a ultima vez foi quando estava passando uns dias na casa do meu bom amigo Paulo Victor, e sua familia Guiducci, que me acolheram tão bem... A satisfação que um indivíduo pode sentir em apenas escrever palavras soltas e sem nexo, é incrivel, e realmente só pode ser sentida pelo mesmo. Muitas vezes, o motivo é tanto , ou apenas simplório, mas que tem um efeito libertador isto é verdade. É fato que a escrita foi uma das maiores invenções do homem, afinal qual meio melhor de se mostrar e deixar compreender e fazer opinião? imagens mostram coisas que vc enxerga, e tem seu próprio ângulo de visão, mas a visão real é dakele quem tirou a foto, a tratou, e a expos. Embora os nossos sentidos nos façam observar e imaginar tanto, algumas coisas realmente são do jeito que tem de se fazer. O fato que hoje não resolvi vir aqui para explicar , comentar, expressar nenhuma vontade, eu apenas resolvi vir... mas o fato de estar nessa caixa de texto com icones de formatação em volta, me prende e sempre me faz ver que eu posso mais, que eu consigo mais... acho que esta é a verdadeira intenção de estar aqui, quando o mundo real não consegue suprir algo, ou apenas ouvir.. temos a opção de fingir... Fingir que nós mesmo somos ouvintes, leitores, admiradores.. do que nós criamos. A criação imaginária, e irrisória da nossa mente, podendo ser obscura, sensivel, e também seus vários aspéctos. Mas o fato que a nossa mente tem gosto por imaginar, isso ela tem. Sentimos coisas que não existem realmente, isso é comum. Mas o fato do que existe e o que não existe, é relativo, afinal a diferenciação de cada individuo e seu continum, se caracterizam pelo que cada um julga suficiente para existir. Embora tenha dado voltas em um assunto nem começado, a vontade era estar aqui neste momento, e dizer algo a mim mesmo, e a quem ler, este fato em si, foi suficiente.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Expectacionar

se deduzir a palavra, me ofere significâncias.
O olhar não se tornou canto, mas se refez.
A mão não tocou tanto, mas se conteve,
O vento não soprou em brisa, apenas se conteve.
Voou, saboreou, e se conteve risonho apenas.
Se tanto esperar, palavras em dizer tanto,
nada apenas disseram, se contiveram em proceder
a vontade de se expelir em som, mas não timbrou
a nota musical da canção...sem melodia, ficou.
Se tanto mostrar, encantar, fosse apenas oculto de desejo.
sem entender o motivo, apenas não se disse,
Fio que se prende a razão, quis se desprender.
arrebente, exclama os lábios cerrados,
sem culpa acusada, sem verdade declarada,
apenas se foi, olhou atrás, pasmou em ressaltos.
frio que aqueceu a hora, gelo que derreteu entre
os dedos. digital não verificada.
Apenas se provou o sabor de uma verdade assumida,
meu cavalo branco, se turbou em rubro e me disse:
adeus real príncipe.

domingo, 21 de junho de 2009

Olhada tirante

Bom seguindo ao ultimo post, que cita o olhar humano, continuo pensando no que sempre me intriga e faz pensar tanto, realmente o sentido disso tudo. O mais dificil de se distinguir é realmente saber interpretar o que se vê, será? que é o mesmo que realmente se esta olhando, mesmo significando tanto, muitas vezes significa absolutamente nada, se trata apenas de um relance, na verdade um reflexo do nosso corpo, algo que pode chamar a atenção, por exemplo se tem algo em chamas do seu lado, é automatico vc olhar rápido, é uma forma de defesa, vendo você pode correr. Mas mesmo por defesa, podemos encarar também como talvez atração por meio dos ferormônios. vc cheira e tem de identificar a fonte do mesmo, por isso você olha. Realmente as explicações são tantas, para apenas uma resposta. Não há. Mesmo julgando esta hipótese, o que explica a simplicidade, o carinho, o afeto , o efeito que o simples brilho causado pela luz que incide pela tangente do globo ocular, que se reflete no seu objetivo visualizado, causa? Talvez algumas coisas realmente nao tenham explicações obvias, ou se tornam absurdas as respostas e tentativas, em algum momento nossa parte humana tem de retomar seu lado de sentimento, e imaginar, sentir, tocar, por mais abstrato que seja tudo. "Me olha, me olha de novo" Realmente tem efeito, claro nao falando ainda da forma de jogar o cabelo dando segmento ao feme fatale. Arrazante, deslumbrante. Apenas um olhar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Não deixe o amor passar

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês. Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor. Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor." (Carlos Drummond de Andrade) O intrigante Drummond, e tuas escritas... não pude deixar de citar.

domingo, 10 de maio de 2009

Túnel do tempo ♪♪

Túnel do Tempo Frejat Nosso encontro aconteceu como eu imaginava Você não me reconheceu, mas fingiu que não era nada Eu sei que alguma coisa minha, em você ficou guardada Como num filme mudo antes da invenção das palavras Afinei os meus ouvidos pra escutar suas chamadas Sinais do corpo eu sei ler nas nossas conversas demoradas Mas há dias em que nada faz sentido E o sinais que me ligam ao mundo se desligam Eu sei que uma rede invisível irá me salvar O impossível me espera do lado de lá Eu salto pro alto eu vou em frente De volta pro presente Sozinho no escuro nesse túnel do tempo Sigo o sinal que me liga à corrente dos sentimentos Onde se encontra a chave que me devolverá O sentido das palavras ou uma imagem familiar Mas há dias em que nada faz sentido E os sinais que me ligam ao mundo se desligam Eu sei que uma rede invisível irá me salvar O impossível me espera do lado de lá Eu salto pro alto eu vou em frente De volta pro presente...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Covardias do destino

Andando por blogs amigos, vi a postagem de uma amiga, que tem paixão comum pela expressão em escrita, e claro foi uma das principais incentivadoras em ver um blog meu!! ou que pelo menos eu voltasse a postar, coisa que tinha quase um ano que não fazia. Ao ver a sua ultima postagem, senti um nexo com o que eu também passava, e se expressou por mim. Obrigado Aline!! a honra é sempre minha!! ai vai o link do blog dela. Mingau de bolinha http://mingaudebolinha.blogspot.com/ Covardias do destino Existem milhões de motivos para uma pessoa se decepcionar com outra... isso pode ocorrer por palavras, por gestos, por descobertas ou até por omissão de algo sem a minima importancia...
Eu costumo de decepcionar por todos esses itens, afinal, parece que as pessoas sentem algum tipo de prazer pessoal em me ver sofrer....
As vezes é bom... Traz inspiração... Por outras trazem o recomeço....
Eu percebi que gosto de viver emoções, sejam elas quais forem.....
E acredito que vivo sim, intensamente o prazo que me foi dado sobre este planeta.... que eu não sei quando terá fim.... Esta é uma emoção permanete.. a aflição da duvida causada pelo desconhecido.....
Já passei por experiancias que me levaram a crer que não havia mais nada.... Fim de relacionamentos, problemas de saúde, brigas em familia....
Hoje tudo isso passou, ou pelo menos diminuiu de intensidade....
Mas algumas coisas ainda me assombram... E isso é bom, me faz bem saber que eu não sei de tudo.
Eu não faço a mínima ideia de como isso irá influenciar a vida de vocês, mas precisava escrever.... Não tenho um ombro amigo no momento, por isso debruço no teclado.... Santa tecnologia....
Um conselho, paguem por ele se quiserem...:
"Apenas vivam, não se preocupem em encontrar o amor, ou em ser totalmente realizado profissionalmente, pois sempre faltará alguma coisa. E isso serve para que quando por poucos instantes se sentir completo, valha a pena. Pois tudo que é continuo cansa... e cansar da felicidade é a morte." gentilmente cedido por Aline.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O sotaque das mineiras

"... deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom em um desses horríveis efeitos colaterais, como é que falar das mineiras ficou de fora? Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um Contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor." (Carlos Drummond de Andrade) Sempre fui ouvinte dos bons modos da terra de Minas, e de suas beldades, não tão vivido ainda, resolvi experimentar o bom lado da terra, e parti para um certo exilio da cidade. Uma cidadezinha de interior, com apenas uma rua. Mas na verdade foram extraordinários quatro dias , onde participei de um congresso , que era composto em sua maioria por mulheres de Minas Gerais, dentre todos os encantos que me levariam a passar muitas horas a mais descrevendo aqui, me conformo com o simples mas incrivel Drumond e sua expressão, não tem nada melhor que ouvir um bom dia com este sotaque manhoso! Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais!

domingo, 12 de abril de 2009

Porteira

Capitulo I:

Pré - fase

Vejo-me, com uma vida diferente, mas com felicidade e simplicidade, percebendo que onde existo agora é onde eu cresci e fiz meus valores serem bons, na verdade é uma cidade qualquer sem importância, com seu aroma especifico de terra molhada após a chuva que molha a vidraça que observo calmo enquanto penso na minha vida. Apesar de minha vida neste momento não ter tantos problemas, afinal acho que eu tenho apenas meus 12 anos de idade ainda.

Que bom, a chuva passou realmente, pego minha camisa xadrez e a visto, hoje vou visitar o parque que está na cidade, realmente não é sempre que posso ter este privilégio, afinal todo mundo se imagina como é viver em uma cidade de interior, tudo aqui é um pouco novidade, andar de bicicleta com os amigos é sim algo muito empolgante e bom.

Meus amigos, e eu finalmente saímos de nossas casas e caminhamos até chegar à praça principal, não se é difícil de achar, afinal o fluxo de pessoas e também carros segue para a mesma direção, coisa interessante isto. É realmente as luzes do fim de tarde aqui sempre são bonitas, muita gente junta, principalmente na feirinha de utensílios, para algumas meninas da cidade é muito empolgante ir ver prendedores de cabelo colorido, no meio de tudo, as meninas as vezes são tão estranhas.

Aproximo-me de uma barraquinha de coisas pequenas, talvez tenha alguma coisa interessante lá, acho que meus amigos devem ter ido em algum brinquedo, eu já estou cansado.

Ao chegar a barraca, vejo uma caixa com coisas coloridas, nem sabia o que era aquilo ou sua finalidade, toco um dos objetos na tentativa de pega-lo. Parece que alguém tentou pensou a mesma coisa. Me esbarro em uma mão, tão pequena, e bonita que paro para observar. Sim, pois quando a toquei algo estranho me aconteceu, Foi como um estalo dentro do meu peito, ainda não sei de quem é esta mão. Bom ouvi simplesmente um : - me desculpe, seguido de risos. Acho que estes risos meigos e parecendo acanhados são da dona desta mão.

Lentamente eu viro o meu rosto na direção do som, e observo apenas, rosadas bochechas olhando para mim, e sorrindo. Eu simplesmente não soube o que fazer, apenas fiquei olhando, nesse instante, parece que tudo e nada me importava, pois apenas queria estar ali parado e olhando para os olhos que também acompanhavam o sorriso.

Me recompus, e respondi: - não tudo bem, acho que a culpa foi minha. E sorri de volta.

Consegui conter minha timidez, afinal acho que não poderia ficar mais vermelho que a menina do cabelo loiro.

Resolvi perguntar então o que era aquilo, pois nossas mãos ainda estavam juntas e com aquele objeto no meio, mas sinceramente acho que naquela hora, eu não estava nem um pouco interessado em objeto algum. Não conseguia parar de sorrir, pois o que sentia era muito bom, na verdade nunca mais senti tão intensamente o que eu tive naquele minuto.

Capitulo II:

Cotidianos

O tempo que eu passava junto a ela era sempre único e cada dia melhor, nos tornamos amigos, todos os dias estávamos juntos e assim foram por alguns anos.

Certo dia, eu acordei e senti um aperto no coração, e vi seu rosto em minha mente, devo ter chamado seu nome. Desci correndo para a cozinha, não quis nem mesmo comer nada, eu estranhamente não senti fome. Fui até sua casa, a chamei da janela. Ela também tinha acabado de acordar, e mesmo assim continuava linda, mesmo em seu corpo magro, que agora já se formava e o que eu sentia era diferente também, a vontade de estar junto a ela, se resumia em estar preso a ela, como num abraço eterno.

Fomos andando até a porteira, um lugar que eu tinha descoberto ainda criança por acaso, mas sempre me sentia bem e refugiado quando estava embaixo da árvore grande, e me aconchegava em sua sombra, o pasto em volta se sentia redimido e curvado reverenciando o lugar, que sob uma elevação do terreno, um simples morrinho, com uma porteira do lado, cerca com pintura branca, velha e descascada, e a árvore.

Então ainda em pé, eu não sabia o que lhe dizer, ainda usava minhas camisas xadrez, ela sempre dizia que gostava delas, tinha um certo charme. Segurei suas mãos e apertei, senti que meu rosto ruborecia e meu corpo também esquentava, mas eu estava certo do que eu queria, olhei em seus olhos que continuavam meigos e brilhantes, ela não entendeu ainda. Parei de pensar, e abraçando a , toquei meu lábio com o dela, não consegui sair dali, e senti meu coração explodir, nos beijamos pela primeira vez. Ela então passou sua mão sobre minha nuca e afagou meus cabelos. E disse , eu também te amo.

Estava certo de que tudo que eu realmente queria estava em meus braços, e não precisava de mais nada.

Capitulo III:

Mudança

O problema é que a escola termina e ficamos mais velhos, sentindo a necessidade de que podemos mais, e devemos procurar mais, ganância humana horrenda. Mas eu me via dividido, tive a oportunidade de sair do meu pequeno e aconchegante mundo, ia estudar em outra cidade, ganhei uma bolsa de estudos e ia morar com meus tios. Abandonaria meus pais, meus amigos, minha árvore, nada disso tinha tanto valor agora, mas a única coisa que me prenderia era minha garota do cabelo loiro.

Novamente no nosso lugar, segurei suas mãos, mas agora com lágrima em meu rosto, que ardiam de meu peito, e ela simplesmente me abraçava e colocava sua mão sobre meu rosto e dizia apenas: - eu entendo, você pode mais do que aqui lá fora, eu não posso te impedir. Me beijou e saiu, eu ainda permaneci sentado sobre a árvore que me ouvia sempre por longas horas, e refletia sobre tudo, enquanto ainda continha minhas ultimas lágrimas.

Capitulo IV:

Estável

Eu me vejo agora de longe, olhando para o meu jantar sobre a mesa que esfria enquanto eu acordo de minha lembrança. Alguém toca a minha mão, existe sentimento, existe afeto em seu toque, e também existe uma aliança dourada com meu nome escrito em seu interior. Estava em meu restaurante preferido, sua decoração me indica que minha preferência tem seu glamour e seu alto preço, assim como o vinho que também está sob a mesa.

Quando olho para um rosto me admiro, como pode tanta beleza em minha frente contida em uma mulher, seu cabelo escuro como a noite que vejo de fora da vidraça do restaurante, apenas sorri e me indaga: - amor, seu jantar esta esfriando, você reflete muito. Observo seu vestido preto, acho que fui eu quem a presenteou. Realmente estou casado, não sou mais tão jovem, afinal o que aconteceu agora, me pergunto.

Por mim, vejo a situação real, eram apenas lembranças de uma vida que eu penso todos os dias que ainda poderia voltar. A mulher que está em minha frente é minha esposa, eu a pedi em casamento, eu tive momentos em que sorri junto, discutimos, concordamos, e vivemos juntos, ela parece me admirar e também me amar.

Penso em amor, o que seria isto, eu jurei amar alguém, e não foi ela, por mais que ela sempre se esforce acho que o que eu sinto agora não se diz como amor, a verdade é clara, sinto que amei apenas uma mulher, onde me perdia em seu sorriso e seus olhos meigos, e seu cabelo loiro. Isto é o que eu sinto agora.

Capitulo V:

Realidade

Acordo então, com um aperto no peito, meus olhos saem lágrimas, me pergunto o que aconteceu, ainda é muito cedo, para o despertador tocar, minha cama não é a mesma, eu estou em um beliche branco, e num quarto não muito grande, sento sobre a cama, e percebo que eu ainda tenho apenas meus 19 anos. Penso estar sonhando então, mas mesmo assim me levanto, acendo a luz e troco de roupa. Sinto que meu dia vai ser cansativo, mas ainda não percebo minha realidade. Desço as escadas de casa, sento sob a mesa, meu pai está aqui e eu apenas o comprimento, não entendo por que eu ainda sonho. Caminho até o meu trabalho, e por cerca de muitas horas depois que me recomponho em meus pensamentos e percebo que minha realidade é a atual, nunca existiu porteira nem árvore, nem muito menos vinho. Senti-me triste, e vi que simplesmente foi um lapso de realidade e eu me sinto sozinho agora.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Chuva

Espera, tempo inquietante, me tira a atenção conversas redondas, Vontade, me mostra o quanto me faço esperar, conversas divergentes tempo, continua inquieto... espera, olha, sente, fala, vontade... Olha, em meu olho e não se vire, apenas enchergue a minha alma a bradar o brando do seu calor, veja o chão, não há nada nele de tão interessante, apenas espere...ande, caminhe saltite... Cheiro, parfum, fragância, estimulador... espera finda, olhar centrado, ainda expectativa pecante e duvidosa. sinta a minha mão, tem calor e sentimento, fala e também sorri. entrelaça... diga tua aflição diária, teu presente pensamento, eu agoro, para que eu sorria e mostra a felicidade diante dele também sorrindo. pausa, silêncio, olhar. enlaço, conforto, segurança. tanta coisa, tanta alça, tanto de luz do poste do fim da avenida. afaga, aproxima e aperta, aperta traça os dedos, sente as pontas, frias talvez, aquece então! para, olha sente, silência, dois na rua, nem do lado, nem de tras, no meio... abraça, apenas fitar, segurar, dizer, sorrir e despedir. impossivel desta vez, sente o clima, o vento que sopra em árvores em volta, o frescor que vem em brisa. Cai uma gota ao chão, para o tempo, sopra aos olhos, gira e ri. Volta a andar, cai outra gota à folha, toca a mão, puxa o braço e tenta. Cai a terceira, ruborece o rosto quente, circula o sangue rapidamente, o coração aprende a ir mais rápido e soa a música e faz melodia. Respira, levemente sopra, e abre os labios cerrados, inspira. Se inclina, toca o lábio. Sente o gosto, cai a chuva, no rosto feliz. Esquenta a boca, beija a alma, Expira. toca a pele sedosa, mancha os olhos que brilham e se fecham conforme vai ao toque do som das gotas inquietantes, cai a chuva, arde aos toques, queima aos toques, saboreia o calor. Gira, dança, para, sorri, e sente feliz. Cai a folha ao chão, não importante, mas apenas cai. Passa o carro à rua, não importante , mas corre Anda o guri à outra beira da calçada, sorri e olha, nao importante, apenas anda e pensa. A tinta dos olhos já se escorre em meio aos cilios, o cheiro do cabelo já se perde em meio aos que se fazem em um, o rosto molhado faz o outro escorregar, deixa o gosto em água. Apenas finda, anda, molhado, pensante, feliz, corre a rua feito guri pequeno, sorri apenas, olha aos que ali não estão, lembra, toca os lábios , saboreia os dedos, cheira a mão, quem sabe ainda resta o perfume deixado dos negros cabelos. Apenas entende, ... seu.

domingo, 8 de março de 2009

Mulher

Mostra o teu rosto, me encanta. Chora em tua lágrima, me arranca em teu laço me faço teu em teu corpo me tenho meu. Tua beleza realmente é fulgaz, diz me o que sente, mostra o que pensa, pensa o que faz. Cria a imagem em tua mente, reflete a tua sinceridade, descreve tua vontade. Rio com tua ingênuidade,  tenta ser forte, força maior que tem. Mulher forte, sentimental, bela e ingênua. Teimozia hiláriante, também irrita as vezes,  mas o eixo sempre sustenta a volta. Retorno sempre agradável poesia, labios rosados ou vermelhos, olhos brilhantes de meiguisse vêem o mundo que te cerca, que também se torna teu... fascículo de vida. Geradora da idéia teu dia é merecedor que se tornem todos eles teus, para que com encanto e amor o divida comigo!!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Que mais me encanta

O Que Mais Me Encanta Frejat O que mais me encanta... em você, É a tua capacidade de me enlouquecer; A tua sensualidade ardente, Teus dentes separados na frente; Teu sorriso esperto de quem muito já sofreu, Tua inteligência moleque, de pernas tortas, Teu delírio otimista à beira da sorte; Teu rosto infantil, Teus traços fortes; O que mais me encanta... em você, É o teu peito, num vestidinho colado, A tua sensualidade ardente Teus dentes separados na frente Teu sorriso esperto de quem muito já sofreu O poder eletrizante que o teu sim Exerce na besta-fera dentro de mim A possibilidade de um mundo pequeno Conter uma enorme galáxia E ter me transformando em alguém mais perto Do que eu idealizo ser. O que mais me encanta em você É a tua capacidade de me enlouquecer O que mais me encanta em você É a tua capacidade de me enlouquecer.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

contentamento à flor

Poema dedicado à Elaine, meiga, que me cativou educadamente e singularmente, mandei como recado no orkut, resolvi postar... melhor coisa de um gesto é divulgar! Mesmo longe existe o sentimento, mesmo o sentimento espera um momento, mesmo o momento se diz desatento, mesmo a desatenção se mostra distraída, dizer o que falar, e agir com a plausura como a flor que se encontra só. ou apenas admira o céu que a cobre, pois sabe que também cobre o mesmo teto que o teu, ilumina os teus olhos como ilumina o meu. a flor contempla o sol, como aos teus raios quentes e aconchegantes, sinta o sol, respire o ar, olha as nuvens... no poeta há encontro, no coração a razão. incoerência, mas dúvida. então apenas admiro a flor.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Carango

Bom, um estudante de design, Cauê Mattos, fez como seu trabalho de conclusão de curso um modelo muito familiar pra galera dos anos 80 e que hoje em dia ainda tem sua, pequena e poluidora legião, bom afinal são 8 cavalos..ou seriam 6? bom...mas consumindo muita gasosa, o carro faz apenas 6 km por litro...nao me perguntem de números , nao sou bom pra dados automobilisticos..mas enfim... o projeto ficou excelente, e com certeza seu consumo de combustível foi adaptado, para os dias atuais e de ambiente degradado! Será a nova OPALA? só para os apaixonados!! fonte: site do auto esporte!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Apenas mais isto

Apenas mais isto

Simples e razoável

Todos os motivos acerca de tudo

Não geram mais aprofundamento em

Suas massas maleáveis e inesperadas

Como a água corrente

Sem cor ou forma

Simplesmente existe

Toca em tudo que toca

As pessoas olham o vento

Com melancolia e tristeza

Ele passa vagarosamente

Entre os olhos que também

Rápidos como as folhas de outono

Que se soltam de seus galhos

Para voarem pelo tempo e encontram seu fim

e destino

Fecham-se

A felicidade chega ao seu extremo

Não é mais um sentimento

Mas sim um prazer

Imediato, que logo voltará, mas sem pressa.

O céu não parece tão claro como a clareza da

alma azul

Tinha antes tingido-se de cousas fúteis.

O sol parece estar sempre mais quente

Assolando a coragem dos fracos.

Mas não há motivo para não ver

Se fecha um olho

O mundo move rapidamente para um de seus lados,

Se fecha um olho

Tudo se fecha, não há mundo para se ver

A escuridão cai sobre nós como uma venda de tecido

Lentamente o sol nasce

Passam-se os raios de luz

São flechas do sol tentando

Invadir o reino obscuro da escuridão

Que tenta se esconder em algum lugar

Mas tudo que vemos é apenas uma distorção

Para onde vai a escuridão quando acendemos

a luz?

Eu não sei

Tendo em vista que hoje eu não posso escrever

Pois é razoável

Todos os motivos acerca de tudo

Não geram mais aprofundamento

(Bruno Hermsdorff)

Texto criado em julho de 2004, data hoje confirmado pela contribuição de ! ex professora e hoje amiga com quem divido o desejo de expressão dos sentimentos pela escrita. Cheguei em casa por volta das 2h30 da madrugada, tomei um banho, que foi bem relaxante, e vim para o pc, ouvi uma música que estava na minha mente desde antes de eu chegar em casa, e me veio este texto a mente, resolvi postar então... acho bem reflexivo, frisando a futilidade dos sentimentos, ou a falta do mesmo. trazendo parte de algo que já foi parte em mim.

Razão sem existência - Trecho

Não faz mas sentido, sem sentido nao há existência[...]

Garças de Jacarenema - Casaca

Garças De Jacarenema Casaca Composição: Renato Casanova O que será de mim? O que será de nós quando chegar o fim da tarde e ninguém perceber? estão dormindo em outro canto e não vão mais voltar esse sonho é um pesadelo quero acordar me tira dessa guerra me leva com você pelo céu azul, me mostre a natureza em suas asas brancas sinto um poema eu vejo a vida eu vejo o verde em Jacarenema tenha consciência, meu irmão não me leve a mal cuide da beleza que adormece em nosso manguezal as garças do Jucu que pelo céu se vão formando uma nuvem de paz.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

the tie for man

Bom realmente acho admirável, quando se coloca um simples adereço que nos passa uma imagem de uma certa superioridade, talvez, elegância, dependendo do estilo...mas de qualquer forma se torna um charme peculiar para o homem! sim a gravata! como resolvi, do nada, usar uma e aprender a fazer alguns nós..usei o melhor conhecimento, a internet publica...ou melhor dizendo akele site mesmo, que se acha TUDO... mas deixemos isso para outro post! bom pesquisando descobri que existem mais de 8o tipos diferentes de nós, mas nem quero fazer tudo isso, apenas o básico para ser elegante, sem deixar de ser surpreendente... não faço nenhum tutorial, apenas posto minha experiencia adquirida em alguns minutos navegando pela net... nota*: descobri que meu avô é quase expert nisso; que a numeração de camisas dele é igual a minha; é algumas camisas ficam melhor nele; algumas muito bem em mim... e estas que eu quero me aprofundar... é mas o assunto são as "tie"... ele tem gravatas simples mas muito elegantes, a ponto de eu ter ido à sua casa para falarmos disto... 1 passo: bom senso. Bom a gravata é logicamente um acessório para ser usado com traje social, claro no mundo de hoje se diz que tudo diferente é considerado moderno e de estilo próprio, principalmente se você for ator da globo! mas como isto não vêm ao caso, deixemos as particularidades. Use apenas o bom senso. 2 passo: combinação. Gravatas não são como anagramas lógicos, que possuem infinitas combinações, mesmo que sua imaginação seja assim! Pode ser usado gravatas diferentes, depende da ocasião, sua personalidade, e vários fatores, só cuidado para nao errar a ocasião e a personalidade da pessoa, não é nada legal se você for no casamento do seu chefe com akela gravata do mickey, a não ser que seu chefe seja seu melhor amigo, e você ainda pretende jogá-lo na piscina depois da festa! Mas a gravata nao precisa necessáriamente combinar com as cores da roupa, no mais simples, combine com a cor do terno e faça meio-tom com a camisa. Perfecto! 3 passo: comprimento da gravata. Quando estiver de pé, a ponta da gravata, a parte maior, tem de tocar a fivela ou cobrir até sua metade. Acredite nisso não é muito legal inovar muita coisa. Mas somos um país livre! (parte engraçada do post). 4 passo: existe tamanho para o colarinho da camisa Note que a camisa tem de estar com o primeiro botão fechado, e tem de estar confortável, a camisa é ideal para seu tamanho, quando os ombros da camisa, aquela parte onde começa a manga, tangência seus ombros também. Bom também é fazer a barba, se a intenção é mostrar a gravata. A não ser que queira passar uma imagem de shreck arrumado. 5 passo: dependendo da gravata. As melhores tem sua composição 100% seda, mas temos muitas variações e preços também, compatível com seu bolso. Fiz uma busca em um centro comercial, achei variáncias de R$ 16,00 não tão ruins, e que chegam a bem mais de R$ 60,00, mas a média de uma gravata boa e bonita ficou entre seus R$ 22,00. Não precisa muito mais que isto para estar bem na fita, ou no nó. As mais comuns e que ficam bem em quase qualquer um, são as lisas, ou as de listras, geralmente diagonais...tem com bolinhas, quadradinhos, e muitas formas imagináveis, vc pode usar seu estilo mesmo com um modelo simples, mas a dica de outros informantes, quanto menor o padrão ( o tamanho do desenho que se repete) melhor. 6 passo: esqueça as facilidades. As gravatas que têm ziper e vêm com nó pronto, realmente são uma facilidade, mas para que se preocupar com nós, se temos a internet, aprendi a fazer nó por busca no Google, e sites de moda, não sou expert, mas se eu fiz, acredite..você também pode! elas estragam muito fácil e nem sempre ficam muito elegantes, lembre-se ... o comprimento certo! 7 passo: por último a gravata. Depois de você ter vestido todo seu arsenal, claro exceto o terno, você coloca a gravata, e faz o nó (ver desenhos abaixo dos tópicos), ajusta. Ótimo meu kro, agora está tudo certo. 8 extra: Vi que em alguns lugares dizem que o prendedor é algo meio antiquado, mas na visita ao armário do meu avô me deparei com um objeto que reluzia a ponto de ofuscar qualquer idéia de atualidade, envolvia a gravata com um afeto tão grande e quase orgasmático, que achei melhor não separa-los. Bom eu gostei e achei elegante, vai de cada um, na duvida, você quem vai usar, então decida! Mas para o caso de aceitação. Use-o cerca de 20cm acima da ponta da gravata, ele deve prender as duas partes da gravata à camisa. 9 final: para finalizar. Bom visto tudo isso, podemos perceber que temos algumas dicas, mas que não são dogmas, então a vontade para discordar de tudo. Foi só para nao ficar com apenas 8 tópicos Iniciemos agora.. Nota: a gravata tem uma coisa muito interessante, uma marcação quase em seu meio, facilitou muito depois que supus que se coloca no pescoço entre as marcações! 1 nó simples duplo: ideal para homens de menor estatura, gravatas finas também tem bom caimento para este nó. 2 Nó inglês: nó do meu avó Curiosamente este nó se diz ter uma dificuldade muito grande de ser feito, eu consegui desfaze-lo e refiz com facilidade é só observar bem os detalhes, ideal para gravatas finas. É bem charmoso. 3 nó francês: ideal para gravatas finas e de seda, por serem mais leves.Parece bem simples, talvez seja. 4 nó pequeno: É bem facil e para gravatas bem espessas. 5 nó cruzado: O mais complicado de ser realizado, mas é muito elegante. Nada como uns bons treinos. Já acho estes suficientes, ainda nao os testeis..ou eu escrevo ou faço o nó! hehe bom agora já digo que testei todos, foram fáceis de fazer, é so ter concentração para passar as pontas e praticar um pouco, o melhor é que mesmo pesquisando outros modelos, eu decidi usar o nó que meu avô também usa, é gosto pode ser ereditário! (rs) abç e trazendo um pouco de cultura para o blog!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Foreign

Penso sobre a possibilidade de coisas boas que nos acontecem, sobre como tudo que é inesperado pode se tornar tão bom ao ponto de criar algo maior que o compreendimento humano. Assim se começa uma amizade.

Fatos:
Quando PV disse que viria para minha casa, perguntou sobre trazer seu primo Ronaldo. Me fazendo como qualquer pessoa, pensei na velha estória de " cuidado com os estranhos" mas já cedendo à uma excessão permiti desta vez tomar uma atitude mais confiante em alguém que sequer eu havia conversado pessoalmente. Apenas perguntei ao viajante se o seu primo era "tranquilo" , no sentido de se ter a pessoa em casa e se poder confiar. Claro nem foi dado nenhum motivo aparente para isto, mas quando acontecem as coisas provavelmente nunca se dão motivos. Respondendo a pergunta, afirmou, e que o cara era gente boa, mas assim vieram então.

Fato:


Explicando somente por palavras poucas no mensageiro instântaneo (msn), tentei explicar sobre como se fazer um trajeto inédito por somente 450km de distância. Utilizamos o site do Google Maps. Eu ainda não havia usado mas não foi nenhum mistério fazer uma ligação num mapa, "Partindo de", "chegando à". Conseguimos alguns printscreens da pagina aberta, e foi enviado à impressão!!

Espera:
Já era passado de meio-dia de sexta-feira, e ainda não tinha nenhuma notícia dos viajantes, apenas tinha recebido uma mensagem pelo celular, dizendo que chegariam um pouco mais tarde, pois havia acontecido algum problema. Simplesmente esperei e fiquei no meu pc de costume.
Espera..

Liguei para o restaurante, um número que eu tenho para algum dia de desespero ou falta de vontade de utilizar minha culinária nem um pouco aprimorada.(rs) Pedi comida para três pessoas, para não dizer três marmitas. Continuei esperando. Passado algumas horas, eu imaginei que o entregador já deveria estar por perto e fui até o portão, pois havia visto um carro semelhante ao que ja tinha entregue marmita aqui em casa. Corri com as chaves do portão em mãos mas não havia ninguém lá. Então vi uma amiga, minha vizinha sentada em frente sua casa, meio como quem estivesse abandonada. A cumprimentei, e me disse que realmente estava abandonada, do lado de fora de casa, sua família havia saído e a deixado sem as chaves na rua. A chamei pra entrar em casa e esperar até que alguém chegasse, apontaram no início da rua e ela agradeceu o convite mas não entrou. Bom nisso, me aparece um menino pequeno e franzino, com uma regata bem mais larga que seu dorso, montado numa bicicleta bem usada com uma sacola pendurada no guidom e sendo segurada por entre sua mão, que dividia o mesmo guidom e a alça da sacola que o envolvia. É minha marmita havia chegado.

Voltei ao meu pc, conversando no messenger com amigos, nem vi que a hora passava tão depressa quanto minha preocupação aumentava, mas esperei.
Já eram quase duas horas da tarde, e ainda não se tinha noticias dos dois, e a necessidade de comer já estava quase não aguentando mais de tanto que exigia seu fim, fui almoçar.

Chegada.
Exatamente as duas horas terminei de almoçar. Imaginei que a viajem já estaria no fim, resolvi ligar para o número registrado pela mensagem recebida em meu celular. Então liguei. Antes de completar a ligação o tom emitido pelo telefone indicava que haviam interrompido a chamada. Então meu telefone toca, o som de mudo é interrompido pelo sotaque manso e manhoso. Ronaldo me perguntava onde era minha casa, logicamente para o meu espanto, eu pedi que eles fossem à avenida que eu estaria esperando na esquina para acharem minha rua. Eles estavam na rua de trás a minha.

Finalizante..
Assim, chegaram, se apresentaram, se alojaram, e por último depois de muitas horas de viajem, almoçaram!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Le vantage

Afinal vejo que já me acostumo com a idéia de se ter um blog, e gosto também da ideia de finalmente publicar algo. De certa forma, isso deve ter alguma ligação psicológica com a vontade interior de mudar as coisas e interferir nas mesmas, ou simplesmente naquelas, talvez em nada!

Como segundo passo da criação achei mais que digno adicionar o blog dos meus amigos e incentivadores, confesso, não foi tão fácil descobrir como fazer, mas fiquei feliz em conseguir!
RisoIraBico caladoIndecisoPiscadela

Monotonia

Hoje me veio à mente sensações e memórias, acontecidas de uma certa insatisfação, ou até mesmo de simples desalento...
Uma vontade de simplesmente dormir, muito. Acordei... fui ao banheiro, lavei o rosto...e percebi que ainda nem era tão tarde...não para o que me afligia!

Simplesmente voltei e lentamente me joguei por entre o espaço do meu beliche...dormi mais. Acordei de novo, desci e peguei minha escova de dentes, olhei para outra cama, tão necessitada de calor e toque, me rendi a vontade dela! Deitei novamente. Quando levantei vi que realmente já era tarde. Mas o que me incomodava também era uma sensação de súbita ansiedade. Não entendia o porquê, talvez por saber que o dia seria longo e hoje é sábado, sem nada a fazer. Enfim levantei.
Dia monótono!!

Divido

Hoje quando estava vindo embora, do meu cotidiano, me deparei com uma cena nem tão rara assim , mas que acho uma das coisas bem incríveis que existem.

Eu vindo no ônibus, sentado e escorado à janela como de costume, tentando me desligar da sensação de calor, bem ruim de se suportar. Com meu uniforme quente, os primeiros botões próximos ao pescoço desabotoados e prestes a pular da camisa também. Pude observar o sol se escondendo por meio dos prédios e das ruas que se continham em seus carros congestionados pelo trânsito, nem tão caótico, mas que gerava um certo desconforto. Se bem que tudo tem seu lado bom, como o ônibus "decaminhava" vagarosamente pela sua via tentando cortar os minúsculos carros parados no meio disso tudo. Tento achar um ponto de fuga, e apreciar o mar por entre os passageiros que se espremem em pé em frente a porta. Pelo menos consigo sentir a brisa que dele vem.

Eu me deparei com uma bela lua cheia que ia tomando o céu como se fosse seu palco, e ela como um malabarista se tornava tão esplendida à ponto de me prender a atenção por vários minutos. Tenra, formosa e alva.

Parei e analisei, enquanto do meu lado esquerdo, o sol ainda queimava o rosto e ia se desfazendo em tons pastéis e alaranjados por entre as nuvens. E pensar que mesmo tão formosa a imagem da lua se fazia ao sol que desaparecia. Foi apenas uma fuga da rotina!

comentário geral

Um espaço é apenas algo que se pode delimitar, dizem que imaginação não se delimita, a não ser se for este o objetivo, mas realmente não se pode delimitar o que não existe medida! portanto em meios sem medidas chego aqui não ao inicio mas à fronteira do que me apresenta plausível para um início! assim que haja o Blog... e vi que isto é bom!


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